Aqui está a sinopse oficial de The Spill Zone, vindo da First Second (editora de hqs):

Ninguém jamais explicou realmente o Derramamento. Foi uma visita angélica? Um acidente nanotecnológico? Um buraco de portal abrindo de outro mundo? O que quer que tenha sido, ninguém está autorizado na Zona de Derramamento esses dias exceto os cientistas do governo e os times de materiais perigosos. Mas alguns exploradores intrépidos sabem como escapar furtivamente pelas patrulhas e dirigir fora de perigo dentro da Zona. Addison Merrick é uma exploradora desse tipo, dedicada a descobrir o que aconteceu naquela noite, e desvendar os eventos que levaram seus pais e deixaram sua pequena irmã muda e desconecta do mundo.

“Eu estive escrevendo The Spill Zone durante sete anos,” Westerfeld diz em anúncio de imprensa, “e estou super animado por estar fazendo parceria com a First Second na minha primeira história em quadrinhosl. A arte brilhante de Alex Puvilland tem o equilíbrio perfeito de determinação e estranheza para trazer a Zona à vida.”

Aqui está outra peça de arte incrível:

First Amazing Look At Scott Westerfeld's Post-Apocalyptic Graphic Novel

E aqui está a redação de Westerfeld sobre a criação do livro, seguida por mais uma peça de arte:

Scott Westerfeld sobre The Spill Zone:

Em 2004, um fotojornalista Ucraniana chamada Elena Filatova (aka KiddofSpeed) blogou uma conta das jornadas dela de motocicleta através da Chernobyl Exclusion Zone. As fotos e as escritas dela eram elegíacas e apocalípticas, evocno o estranhamento de outro mundo da cidade proibida de Pripyat. Mas logo após os posts serem publicados, algumas discrepâncias foram notadas, e Filatova admitiu que sua conta era “mais poesia do que realidade.”

Resumindo, ela talvez tenha pegado um ônibus de turismo.

Mas a versão poética ficou comigo — uma mulher em uma motocicleta, uma câmera, um mundo vazio e perigoso.

Desde o final da década de 1970, quando eu li Roadside Picnic, eu amo contos sobre explorar terrenos quebrados e abandonados. O romance de Boris e Arkady Strugatsky é situado dentro e ao redor da Zona de Visitação, um lugar onde os aliens aterrissaram, brincaram por lá durante alguns dias, e deixaram para trás vários milagres que eram, para eles, simplesmente lixo a ser descartado. A Zona está fora dos limites, mas é saqueada por habilidosos intrusos conhecidos como “Stalkers” (que deram nome ao filme de Tarkovsky e aos vídeo games baseados no romance).

Acho que foi Roadside Picnic que me fez um “explorador urbano,” embora esse termo não estivesse em voga na época. Enquanto estudante, eu explorava os prédios na minha universidade no norte do Estado de Nova York, e explorei locais abandonados dentro e ao redor da Cidade de Nova York desde então. Não há nada como a solidão silenciosa de um lugar que foi abandonado, restrito e deixado para apodrecer. Nesses lugares, as reais comuns não se aplicam. Você sente como se as leis da física também não.

Então e se eles realmente fossem um pedaço de outro mundo?

Spill Zone está situada em uma cidade de classe trabalhadora no norte de Nova York que mudou uma noite três anos atrás, quando algo estranho e horrível aconteceu. Diferente de Roadside Picnic, a causa do Derramamento não é conhecida. Talvez tenha sido um surto nanotecnológico relacionado com a usina nuclear local, ou talvez a abertura de um portal de outro mundo, uma mais Lovecraftiano do que outro.

O que quer que tenha acontecido, a Zona de Derramamento não é mais um lugar aonde você queira ir. Olhar para as luzes nos boeiros te dá pesadelos, e uma vez que você tenha visto vermes de areia derrubar um veado, você jamais caminhará na grama de novo. (E nem me fale dos fantoches de carne.) Mas a parte mais estranha é a sensação de uma inteligência em andamento, uma força lúdica porém desumana que dá vida às ondas paradas — furacão de roupas limpas móveis que nunca param de balançar. A Zona de Derramamento é um personagem assim como um cenário.

Entrar na ZD pode ser ilegal, mas selos herméticos perfeitos são difíceis de se construir. Meus dias de exploração me ensinaram que é muito difícil manter as pessoas fora de grande áreas. Eu tive amigos vagando em zonas de fogo vivo por acidente e dedicados protestantes anti nuclear encontraram brechas até nas barreiras mais bem patrulhadas.

Além disso, Addison Merritt, minha protagonista, tem o conhecimento local a seu favor. Ela cresceu em uma cidade agora no coração da Zona. Ela teve sorte o suficiente de estar fora durante o Derramamento, tendo saído furtivamente para beber ilegalmente um pouco a algumas cidades de distância. Seus pais desapareceram naquela noite, mas sua irmãzinha foi uma das poucas pessoas a saírem vivas. Ninguém sabe como exatamente Lexa escapou, porque ela não falou uma palavra desde então. (Bem, exceto para sua boneca Vespertine, mas ninguém pode ouvir essas conversas, fora você, leitor sortudo.)

Como qualquer bom exploradora urbana, Addison só tira fotografias da Zone, e só deixa pegadas — ou melhor, rastros de motocicleta, graças à Srta. Filatova. Suas fotos são ilegais o suficiente para ter que vendê-las secretamente a coletores que mantém suas originais escondidas e (na maioria das vezes) sem cópias, mais parecido com a troca de pornografia Victoriana do que mundo de arte moderna.

Então um dia, um e seus coletores pede a ela para trazer um objetivo de volta da Zona, algo muito específico e impensavelmente perigoso. E Addison deve decidir quebrar ou não sua regra principal: Nunca Descer da Moto.

Trabalhando comigo para fazer o mundo dentro da Zona de Derramamento alienígena e perturbadora estão o artista Alex Puvilland (Templar, Prince of Persia) e a colorista Hilary Sycamore (Battling Boy, The Shade). Juntos, eles criaram um mundo que é ambos alien e maravilhoso, e os personagens que parecem pertencer a cidades trabalhadores das cidades de cima da Zona que alguns de baixo ainda chamam de “território Tawana Brawley.”

Apesar de suas outras influências, o que eu espero criar acima de tudo é capturar uma linha de Buffy the Vampire Slayer (S1E12), sobre ver uma sala cheia de pessoas mortas por vampiros: “E quando eu entrei lá, isso… isso não era o nosso mundo mais. Eles o tornaram deles. E eles se divertiram.”

First Amazing Look At Scott Westerfeld's Post-Apocalyptic Graphic Novel

Leia o Artigo Original.