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TRAD – Zerando uma ótima estória

14 set

Entrevista com a escritora Margo Lanagan para o site Chapter 16. Veja a entrevista na íntegra aqui.

zeroing - chapter 16

Pode parecer que pegar três escritores aclamados para escrever um romance seria pedir por superpoderes, mas, ao que parece, tudo que é necessário é o trabalho duro de meros mortais – além disso, muita comunicação e senso de aventura. Zeroes, chegando às livrarias no final de setembro, é o resultado de esforços colaborativos das escritoras autralianas Margo Lanagan e Deborah Biancotti, assim como de Scott Westerfeld, que divide seu tempo entre Nova York e Austrália.

O livro é uma ritmada estória de super heróis adolescentes, quais os poderes – bem diferente daqueles que você lê em qualquer outro romance de super herói – são tão frustrantes quanto potentes. Scam, por exemplo, pode falar numa voz que diz às pessoas precisamente o que elas querem ouvir. Flicker é cega, mas pode ver pelos outros dos outros, enquanto Crash pode destruir a tecnologia nos locais. Esses três são parte de um grupo de jovens desajustados cujos talentos para a manipulação, enquanto eles se unem para lutar contra um novo inimigo e passam a entender seus poderes.

Margo Lanagan, autor de contos e romances de jovens adultos ganhadores do prêmios World Fantasy Award, recentemente respondeu perguntas do Chapter 16 via emai anteriormente à aparição dos autores no Southern Festival of Books:

Chapter 16: Scott Westerfeld descreve os protagonistas do livro como “seis crianças com superpoderes que são meio que um saco.” Essa é uma descrição apta. De quem foi a ideia deste livro? Quem se aproximou de quem primeiro?

Margo Lanagan: Scott esteve pensando sobre um dos super poderes (a voz do Scam) por longo tempo, mas o que o motivou a sugerir a série foi ler a coleção de contos da Deb [Deborah Biancotti],  Bad Power, que envolveu pessoas tendo superpoderes que eram meio que um saco – ou pelo menos, ter super poderes mas sem um forte equilíbrio moral para se certificar de que sempre fossem usados para o bem. Os dois começaram a cozinhar a série e pediram para eu me juntar a eles.

Nós queríamos que os poderes fossem bem legais de alguma forma e apenas uma chateação de várias outras formas – para fazer a vida cotidiana problemática para os personagens. Por exemplo, o poder da Crash é desligar a tecnologia, mas ela sendo boa e não quebrar tudo, a pressão de todos os eletrônicos ao redor dela é fisicamente e mentalmente dolorosa. Ela mal consegue funcionar em ambientes de alta tecnologia, então isso limita a gama de lugares que ela consegue lidar com a carga de eletrônicos.

Chapter 16: Como vocês três colaboraram com este romance? Vocês designaram persoonagens/capítulos uns aos outros?

Lanagan: Nós idealizamos seis personagens, e cada um argumenta dois deles – e aqueles dois serão “nossos” por toda a trilogia. Quando estamos elaborando o roteiro, nos reunimos cara a cara e discutimos por vários dias, nos certificando de que mantemos todos os seis personagens à vista. E uma vez que terminar o roteiro, nós nos separamos para escrever os capítulos dos nossos personagens. Então nós circulamos os capítulos e damos uns aos outros nossos créditos de dois centavos por cada capítulo, enquanto decidimos como a história irá funcionar como um todo.

Chapter 16: O livro está sendo vendido e divulgado na Austrália também? Deb é Australiana também, certo?

Lanagan: Sim, Deb é Australiana. (E Scott é quase Australiano. Ele é definitivamente considerado um autor australiano em termo do cenário do gênero aqui.) O livro está saindo na Austrália e no Reino Unido ao mesmo tempo que chega nas prateleiras dos Estados Unidos.

Chapter 16: Falando nisso, você pode falar um pouco sobre as maiores diferenças entre publicas ficção de jovens adultos na Austrália e nos Estados Unidos? Você vê diferenças, por exemplo, nos leitores e nas preferências deles?

Lanagan: Bem, a população da Austrália é um décimo da população dos Estados Unidos, os leitores também são um décimo, então a escala é bem diferente. Acho que o gênero jovem adulto apela para o mesmo perfil demográfico de pessoas na Austrália e nos Estados Unidos – por exemplo, não são apenas jovens que o leem, mas existem um número substancial de leitores em geral também. O mercado Australiano pega muito do jovem adulto dos Estados Unidos e do Reino Unido e há realmente uma comunidade saudável de escritores de livros de jovens adultos na Austrália e na Nova Zelândia, muitos dos quais não chegam aos mercados internacionais. ❤

Chapter 16: O que significa para você ser honrada pela Associação Americana de Livreiros, como você foi em 2009 com o prêmio Printz Honor por Tender Morsels?

Lanagan: Oh, é assustador que minhas histórias alcançaram tão longe e fizeram tanto impacto! É uma tremenda afirmação do que eu estou fazendo – algo que lembra a mim mesma de que quando estou trabalhando demais e me sentindo como se nada que eu escrevo está funciona ou valendo a pena.

Chapter 16: Vocês já começaram o segundo livro de Zeroes?

Lanagan: Se começamos? Nós teremos entregado esse bebê na editora antes de sairmos para nossa turnê nos Estados Unidos no final de Setembro. Algumas pontas soltas terão que ser aparadas ainda – faremos isso quando voltarmos para a Austrália – mas teremos feito a maior parte do trabalho pesado.

Chapter 16: Essa será sua primeira vez em Nashville ou até no estado de Tennessee? Está ansiosa sobre alguma coisa em particular no festival de livro?

Lanagan: Esta é minha primeira vez no Tennessee. Tendo feito uma Conferência em Nova Orleans em 2006, esta é minha primeira vez no Sul. Eu planejo uma longa jornada pelo hall dos exibidores para ver o que está acontecendo. Assim como descobrir alguns livros Sulistas para explorar, estou ansiosa para descobrir o que os convidados Michael Crummey, Geraldine Brooks, David Levithan, e Ron Rash estiveram fazendo recentemente.

Chapter 16: OK, isso pede para perguntar: Se você pudesse ter qualquer superpoder, qual seria, um saco ou outro?

Lanagan: Eu quero o que o Homem de Plástico conseguiu – o poder de existir em estado líquido ou sólido, de assumir qualquer forma, e de me esticar e encolher meu corpo a qualquer grau que eu quiser. Com esse poder, eu poderia, por exemplo, ficar confortável em um assento de avião. Além disso, força superhumana sempre será útil para alguma coisa, não acha? E seria ótimo ser imune a ataques telepáticos. Você apenas nunca sabe quando esses sorrateiros telepatas irão tentar invadir suas defesas.

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TRAD – Scott Westerfeld pro Bookish na BEA15

21 jun

zeroesO Bookish fez uma ótima entrevista com o Scott Westerfeld sobre o novo livro Zeroes, o processo de escrita e tudo. Não vou traduzir agora, porque muitas coisas os autores já falaram em outras entrevista que estão aqui no blog 😉

Mas no final da entrevista, o Scott também participa de um jogo temático de Ficção Científica e Fantasia, chamado “Você Preferiria”. E essa parte é muito legal e diferente, então aqui está a tradução:

Bookish: Você preferiria ter poderes mágicos ou super poderes?
SW (Scott Westerfeld): Eu preferiria ter superpoderes, porque eu sento que poderes mágicos tem mais dimensão moral, se você usá-los de uma forma errada, você está mexendo com o universo e ele irá mexer de volta com você. Mas super poderes é mais tipo raios gama atingiram você e assim você tem poderes e o universo não se importa, são só raios gama.

Bookish: Quem você preferiria ter como seu mentor, Aslam das Crônicas de Nárnia ou Artur Dent do Guia dos Mochileiros da Galáxia?
SW: Acho que Aslam me diria coisas que eu já saberia e que eu não gostaria de fazer, enquanto o Artur Dent me diria coisas que eu já saberia mas totalmente gostaria de fazer.

Bookish: Você preferiria ser um jedi (Star Wars) ou um integrante da equipe da Enterprise (Star Trek)?
SW: Eu provavelmente preferiria ser um integrante da Enterprise, porque eu preferiria viver numa pós democracia com escassez do que numa monarquia muito legal.

Bookish: Você preferiria estar no lado ruim da Cersei ou do Ramsey Bolton (Game Of Thrones)?
SW: Pelo menos, com a Cersei, eu poderia olhar para ela, antes dela me matar. Então, tem isso. Eu preferiria estar com a Galadriel com o anel do que com o Sauron com o Anel, em outras palavras.

Bookish: Você preferiria ter que levar o anel a Mordor ou sobreviver aos Jogos Vorazes?
SW: Pelo menos, com os Jogos Vorazes, seria apenas eu. Eu quero o mínimo de responsabilidades. Quer dizer, acho que as pessoas do meu distrito ficariam chateadas, mas elas não estão esperando vencer mesmo.

Bookish: Você preferiria ser Grifinória ou Sonserina?
SW: Eu sou Grifinória, eu sei que não é a resposta legal, mas é verdade.

Bookish: Você preferiria só ser capaz de viajar para o futuro ou só para o passado?
SW: Oh, eu estou viajando no tempo neste exato momento, apenas lentamente. Esse é a uma pergunta difícil. Se você poder viajar para o passado, poderia consertar seus erros. Mas se você viajar só para o futuro, poderá passar as partes chatas e chegar ao futuro… Acho que fico com o futuro, porque todos os meus piores erros já estão bem para trás no momento. É, eu quero ver o futuro.

Bookish: Você preferiria ter seus livros editados pelo fantasma de Shakespeare que não consegui evitar matar todo no final ou juntá-los como um casal; ou o J. R. R. Tolkien que gostaria que você inventasse sua própria língua?
SW: Eu meio que fiz isso quando era criança. Antes de eu começar a escrever livros ou criar histórias, eu fazia os mapas… Eu basicamente começa com os apêndices, com os alfabetos, os códigos-fonte, os ranks do exército do mundo que estava inventando. Eu era essa criança, eu queria decodificar tudo antes de chegar a fazer outra coisa.

Update (23.09.2015): Assista a entrevista completa traduzida!

Fonte: Bookish, vídeo – https://vimeo.com/130878590

TRAD – Entrevista do Scott Westerfeld no Goodreads

21 set

Nós sabemos mais do que ninguém que o mundo de YA se tornou muito abrangente – existem conferencias de YA, blogueiros, vlogueiros, encontros, grupos, e vários outros modos de participar todo mundo YA além de ler e escrever. O que significa que é uma ótima hora para se ter um livro de YA sobre – o que mais? – YA! Scott Westerfeld é mais conhecido pela Série Feios, o que alfineta nossas obsessões sociais com aparência e fama. Com Afterworlds, ele escreveu um fascinante livro-dentro-de-um-livro, situado no mundo de Nova York dos escritores de YA. Ele segue a escritora estreante Darcy Patel, que pula a universidade quando vende os direitos de publicação do seu livro.

Scott responde suas perguntas sobre seus rituais de escrita, oferece dicas de NaNoWriMo, e fala um pouco sobre a história de fundo de um de seus personagens favoritos de Feios, Zane!

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TRAD – Entrevista com Scott Westerfeld – blog Suvudu

2 set

Por MATT STAGGS em 7 DE MARÇO, 2012 no BLOG SUVUDU

An Interview with Scott Westerfield: ‘Uglies: Shay’s Story’

Recentemente, tive o grande prazer de falar com o autor Scott Westerfield sobre o novo mangá Uglies: Shay’s Story, um conto original da saga Feios. Como os leitores devem se lembrar, Shay, do romance original, nunca teve sua história contada até agora. Quando estiver acabado, os leitores nunca mais verão a série Feios exatamente do mesmo jeito.

Westerfield e eu discutimos como é trabalhar com o talentoso Devin Grayson e Steven Cummings, seu amor por mangá, e porquê ele gosta de escrever para jovens leitores.

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TRAD – Entrevista com Scott Westerfeld – blog Jasonnahrung

2 set

SCOTT Westerfeld é o autor de cinco livros para adultos e 13 para jovens adultos, incluindo os bestsellers do New York Times, séries Feios e Leviatã. O citado por último foi ilustrado por Keith Thompson, e o primeiro acaba de ser adaptado em uma história em quadrinho roterizado por Devin Grayson, com arte de Stephen Cummings. O trabalho em progresso de Scott é um romance meta-paranormal. Encontre Scott online em scottwesterfeld.com.

O quanto empolgante é ver Feios ganhar um tratamento mangá — sinal de mais mudanças de plataformas vindo?

Eu sempre quis reescrever a série do ponto de vista da Shay, simplesmente como um exercício de perspectiva, mas pareceu um pouco idiota recontar uma história que já contei. Mas quando a ideia de uma adaptação em história em quadrinho apareceu, percebi que um meio diferente seria o lugar certo para efetivar a troca de perspectiva. Estou trabalhando em uma história em quadrinho original no momento, tendo observado Devin Grayson adaptar minha outline (visão geral do que tem que acontecer na estória) para Shay’s Story.

Quando você estava escrevendo sua série Leviatã (que inclui ilustrações), esperava que fosse ser um hit da moda em termos de fan art? (Notei que Feios parece bem popular, também…)

Muitas pessoas acham que adicionar ilustrações ao livro o deixa mais jovem, mas na verdade apenas significa atingir um grupo diferente de leitores: aqueles com tendências mais visuais, várias dos quais vêm com tradições de mangá e histórias em quadrinhos. Então, sim, há muito mais fan art e cosplays para Leviatã do que para qualquer um dos meus livros. Realmente, muda o tipo de pergunta que os leitores fazem. Quais são as cores dominantes nesta sociedade? Como as pessoas se vestem para o café da manhã? Como as fan fictions, o fan art abre incontáveis novas panelas de peixes e deixa o mundo do livro muito maior.

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12.01.07 – FAF com Entrevista de Rádio

7 jan

Após minha turnê de Goliath pelo continente, fiz o que é chamado de “turnê rádio” do livro. Essa frase pode soar suavemente glamourosa, mas o que realmente significa é “turnê” no sentido de “sentar em uma sala e conversar no telefone com desconhecidos em estranhas horas do dia.”

Além disso, alguns desses estranhos serão eca!-mestres de lidar com o tempo que falam em suas engraçadas vozes de rádio MESMO QUANDO NÃO ESTÃO NO RÁDIO. É rude reclamar de qualquer forma de publicidade, mas esses caras machucam meu cérebro.

Eles: “Então E A I Guerra Mundial, hein? Foi um ACONTECIMENTO BEM GRANDE!”

Eu: “Sim. Aproximadamente cinquenta milhões de pessoas foram mortas, e outras trinta milhões sucumbiram à febre espanhola por causa da deslocação de–”

Eles: “Então, eles vão transformar em FILME?”

Fique sossegado, porém, esse tanto de meus entrevistadores eram apresentadores articulados que tinham lido o livro e tinham perguntas legais. Eu pensei em compartilhar uma das entrevistas, de Some Books Considered, da Texas Public Radio. O apresentador é Dan Skinner.

(E sim, PARECE que eu tenho uma voz de computador. Acho que isso é culpa da droga do meu telefone. Bem, não MEU telefone. Eu não tenho realmente um telefone fixo, e tive que emprestar um. Porque, com licença, TELEFONE FIXO? Desculpe, mas 1993 ligou e pediu para ter seus protocolos de comunicação de volta, então enviei todos com mistura de cobre na minha casa.)

Clique aqui para ouvir a entrevista no site da TPR.

http://www.google.com/reader/ui/3523697345-audio-player.swf

E agora algum FAF.

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11.09.12 – Entrevista em Provo

12 set

Ano passado na turnê Behemoth, uma das minhas paradas favoritas foi em Provo, Utah, onde eles têm um incrível festival de autores adolescentes todos os anos.

Em adição às minhas apresentações e assinações de costuma, fiz uma entrevista, que parece ter acabado muito bem.

Veja aqui:

Clique aqui para vê-lo no YouTubes. Maior! Mais controles!

Okay, é isso por hoje. Mais blogagem esta semana, porém, porque estou saindo em turnê na Quinta.

Ciao por enquanto.