Impostors – Capa, Sinopse e Trecho Exclusivo

12 abr

Hoje (12), a EW (Entertainment Weekly) publicou um artigo com coisas exclusivas sobre Impostors, incluindo a capa, sinopse e até trecho do livro! ❤

Confira aqui uma tradução livre do artigo:

O retorno de Scott Westerfeld ao mundo de Feios.

O autor best-selling está para escrever e publicar mais quatro livros que se passam no mesmo universo da sua trilogia YA aclamada, na nova série chamada Impostors. O primeiro livro leva o mesmo nome, e já têm fãs animados para mergulhar novamente na mitologia de Feios.

A sinopse: “Frey e Rafi são inseparáveis… mas apenas poucas pessoas já as viram juntas. Isso é porque Frey é a dublê de Rafi, criada nas sombras da fortaleza do seu pai rico. Enquanto Rafi foi ensinada a encantar, Frey foi ensinada a matar. Frey só existe para proteger sua irmã. Não há outra parte de sua vida. Frey nunca saiu no mundo por conta própria – até que o pai a envia no lugar da Rafi para agir como um seguro em um acordo perigoso. Todo mundo pensa que ela é sua irmã – mas Col, o filho do líder rival, está começando a se aproximar o suficiente para notar a diferença. Enquanto os riscos crescem mais e mais. Frey deve decidir se ela pode confiar nele – ou em qualquer pessoa em sua vida.”

“[A série Impostors] acontece no futuro de Feios, após a revolução da Tally mudar tudo.” Westerfeld revelou em seu blog, referindo-se à protagonista rebelde original de Feios. “Como ela disse uma vez, ‘Liberdade tem uma maneira de destruir as coisas.’ A série Impostors é sobre lidar com as consequências do fim do Regime Feio. A história começa em uma cidade onde as coisas não acabaram bem. Pessoas ruins estão no poder.” Tally agora é uma adulta e ainda será incluída no mundo, mas não como uma personagem com ponto de vista.

Westerfeld compartilhou com exclusividade com a EW a capa de Impostors, o primeiro na antecipada nova série, assim como um trecho eletrizante para o deleite dos fãs de Feios. Leia abaixo!

Scott Westerfeld Impostors

ASSASSINO

Estamos prestes a morrer. Provavelmente.

Nossa melhor esperança é a faca de pulso na minha mão. Ela treme suavemente, como um pássaro. É assim que minha treinadora chefe, Naya, diz para segurá-la.

Gentilmente, cuidado para não esmagá-la.

Firmemente, para ela não voar para longe.

A coisa é que minha faca de pulso realmente quer voar. É uma nota militar. Inteligente como um corvo, indisciplinado como um jovem falcão. Ama uma boa luta.

Vai conseguir uma. O assassino, vinte metros de distância, está pulverizando tiros do palco onde minha irmã acabou de dar seu primeiro discurso público. A audiência, os dignatários de Shreve, estão espalhados ao redor da sala — mortos, fingindo de mortos ou se escondendo. Drones de segurança e câmeras voadoras estão despedaçadas pelo chão, atingidas por algum tipo de transmissor.

Minha irmã está encolhida perto de mim, agarrando minha mão livre com ambas mãos. Suas unhas estão enterradas na minha pele.

Estamos atrás de uma mesa derrubada. É um pedaço de carvalho com cinco centímetros de espessura, mas o assassino tem uma pistola de barragem. Podíamos muito bem estar escondidas atrás de uma roseira.

Mas pelo menos ninguém pode nos ver juntas.

Temos quinze anos de idade.

Essa é a primeira vez que alguém tentou nos matar.

Meu coração está batendo de maneira desordenada, mas estou lembrando de respirar. Tem algo de empolgante com o treinamento entrando em ação.

Finalmente, estou fazendo o que nasci pra fazer.

Estou salvando minha irmã.

As comunicações estão fora do ar, mas a voz de Naya está na minha cabeça de uma das milhares sessões de treinamento — Você pode proteger Rafia?

Não sem derrubar esse atacante.

Então faça isso.

“Fique aqui,” eu digo.

Rafi olha para mim. Ela tem um corte acima do olho — dos destroços voando por todos os lados. Ela continua o tocando em surpresa. A professora dela nunca a faz sangrar.

Ela é vinte e seis minutos mais velha que eu. Por isso, ela dá discursos e eu treino com facas.

“Não me deixe, Rey,” ela sussurra.

“Estou sempre com você.” É o que eu murmuro da cama ao lado dela, quando tem pesadelos. “Agora solte minha mão, Rafi.”

Ela olha nos meus olhos, encontra aquela confiança intacta que compartilhamos.

Enquanto ela solta, o assassino abre fogo de novo, um rugido como se o próprio ar estivesse rasgando. Mas ele está pulverizando aleatoriamente, confuso. Nosso pai deveria estar aqui, e só cancelou no último minuto.

Talvez o assassino nem estivesse pensando em Rafi. Ele certamente não sabe de mim, meus oito anos de treinamento de combate. Minha faca de pulso.

Entro em movimento.

DUBLÊ DE CORPO

O discurso de Rafi era perfeito. Inteligente e gracioso. Inesperado e divertido, como quando ela conta histórias no escuro.

Os dignatários a amam.

Eu escuto da linha do lado, escondida, usando o mesmo vestido que ela. Tudo idêntico — nossos rostos porque somos gêmeas, o resto porque nós trabalhamos muito nisso. Eu tenho mais músculo, mas Rafi treina o braço para combinar. Quando ela ganha peso, eu visto uma armadura de corpo esculpida. Nós fazemos cortes de cabelo, tatuagens e cirurgias lado a lado.

Eu estava esperando para entrar e acenar para a multidão de aleatórios do lado de fora. Isca de sníper.

Sou sua dublê do corpo. E sua última linha de defesa.

Os aplausos aumentaram quando ela terminou seu discurso e se dirigiu para a varanda, a filha brilhante entrando no lugar do líder ausente. Câmeras voadoras se ergueram em bando, como lanternas de céu no aniversário do nosso pai.

Nós estávamos prestes a fazer a mudança quando o assassino abriu fogo.

***

Eu rastejo de detrás da mesa.

O ar está pesado com o cheiro de metal quente da pistola de barragem. Os ricos aromas de rosbife e vinho derramado. O assassino dispara novamente, o rugido agitando meus nervos.

Isso é o que eu nasci para fazer.

Outra mesa entre eu e o assassino ainda está de pé. Eu rastejo entre as pernas de mesa e prataria derrubada, passando por um corpo com espasmos.

Na minhas costas, olho para a mesa despedaçada, sinto vinho derramando pelos buracos de balas para o meu rosto. São uvas de verão e céu maduro na minha língua — só o melhor vinho para os eventos do nosso pai.

Eu aperto a faca, enviando em pulso total. Ela guincha na minha mão, zumbindo e quente, pronta para partir o mundo ao meio.

Eu fecho os olhos e corto pela mesa.

Nosso pai queima madeira de verdade em sua cabana de caça no inverno. Toda aquela fumaça presa em alguns troncos, o suficiente para subir um quilômetro no céu. Uma faca de pulso com força total destrói as coisas da mesma maneira — moléculas se rasgando, energia se derramando.

Uma faixa de carvalho, pratos e comida se dissolvem em uma névoa de fragmentos, uma nuvem espessa e quente ondulando pela sala. Poeira de serragem brilhante com vidraria vaporizada.

O assassino para de disparar. Ele não consegue ver.

Eu também, mas já tenho planejado meu próximo passo.

Eu saio de debaixo da mesa cortada pela metade, os pulmões apertados contra a poeira. Na borda do palco, eu me levanto, ainda cega.

Um som de rangido enche o salão de baile. O assassino está usando a cobertura da poeira para alimentar sua pistola de barragem — a arma usa munição improvisada para torná-la menor, mais difícil de detectar.

Ele está recarregando para poder atirar às cegas e matar todo mundo.

Minha irmã está lá fora na poeira.

O gosto de poeira de serragem enche minha boca, junto com uma pitada de banquete vaporizado. Configurei minha faca de pulso para voar na altura do peito. Segure-a como um dardo trêmulo.

E o assassino comete um erro—

Ele tosse.

Com a menor cutucada, a faca voa da minha mão, mortal e exuberante. Um milésimo de segundo depois vem um som que reconheço da prática de tiro ao alvo em carcaças de porcos — o gorgolejo de tecidos, o chocalho de ossos.

A poeira de serragem é dispersa por uma nova força voando de onde a faca bateu. Eu vejo as pernas do assassino ali, nada acima da sua cintura, exceto aquela névoa de sangue repentina.

Por um momento terrível, as pernas ficam de pé sozinhas, e então caem no palco.

A faca voa de volta para minha mão, quente e escorregadia. O ar tem gosto de ferro.

Eu acabei de matar alguém, mas tudo que penso é—

Minha irmã está segura.

Minha irmã está segura.

Eu caio do palco, do outro lado de onde Rafi ainda se encolhe debaixo da mesa. Ela está respirando através de um guardanapo de seda, e o entrega para mim para compartilhar.

Eu permaneço alerta, pronta para lutar. Mas o ar está se enchendo com o zumbido dos drones de segurança acordando de volta. O assassino estava vestindo o transmissor, eu acho, então é névoa agora também.

Finalmente, deixo minha faca ficar imóvel. Estou começando a tremer, e de repente Rafi é a que está pensando direito.

“Para trás do palco, irmãzinha,” ela sussurra. “Antes que alguém descubra que somos duas.”

Certo. A poeira está evaporando, os sobreviventes limpando os olhos. Nos apressamos por uma porta de acesso embaixo do palco.

Nós crescemos nesta casa. Brincando de esconde-esconde neste salão de baile com lentes de visão noturna, eu sempre fui a caçadora.

Minhas comunicações voltam, e a voz de Naya está no meu ouvido:

“Nós vemos você, Frey. A Gema precisa de um médico?”

Esta é a primeira vez que usamos o code nome de Rafi em um ataque de verdade.

“Ela está cortada,” eu digo. “Embaixo do olho.”

“Leve-a para a sub-cozinha. Bom trabalho.”

Aquela última palavra soa estranha nos meus ouvidos. Todo meu treinamento para esse momento pode ter parecido trabalho. Mas isso?

Isso sou eu, completa.

***

“Está acabado?” Pergunto a Naya.

“Incerto. Seu pai está em quarentena do outro lado da cidade.” As palavras de Naya estão afiadas com a possibilidade de que esse é somente o começo de algo maior. Que finalmente os rebeldes estão movendo forças contra nosso pai.

Eu guio Rafi passando pelas maquinações do palco e drones de iluminação, até as escadas que levam para baixo. Drones de limpeza e baratas se apressam para fora do nosso caminho.

Cinco soldados — todo mundo da Segurança que sabe da minha existência — nos encontra na cozinha limpa de pessoal. Um médico acende uma luz nos olhos de Rafi, limpa e sela seu corte, libera seus pulmões de fumaça e poeira.

Nós nos movemos em um grupo apertado em direção ao elevador seguro. Os soldados se arrumam em volta de mim e de Rafi, vestindo suas armaduras como gigantes protetores.

O olhar vidrado nos olhos da minha irmã não desapareceu.

“Isso foi real?” Ela pergunta suavemente.

Eu pego a mão dela. “Claro.”

Meus treinadores fizeram treinamentos surpresa em nós centenas de vezes, mas nada tão público, com cadáveres e pistolas de barragem.

Rafi toca a ferida na cabeça, como se ainda não acreditasse que alguém tentou matá-la.

“Isso não foi nada,” eu digo. “Você está bem.”

“E você, Frey?”

“Nenhum arranhão.”

Rafi balança a cabeça. “Não, quero dizer, alguém viu você — perto de mim?”

Eu a olho nos olhos, seu medo cortando minha animação. E se alguém no salão de baile nos viu? Uma dublê de corpo é inútil se todo mundo sabe que ela não é a verdadeira.

E então qual seria meu objetivo?

“Ninguém viu,” eu conto para ela. Havia muita poeira e caos, muitas pessoas feridas e morrendo. As câmeras voadoras estavam todas derrubadas.

E o que importa é: eu salvei minha irmã. Eu deixo o êxtase disso me inundar.

Nada jamais se sentirá tão bom quanto isso de novo.

Fonte: Entertainment Weekly

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