TRAD – Review de Afterworlds – NYTimes

11 nov

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O romance semi-sobrenatural de Scott Westerfeld, “Afterworlds” nos convida a um universo onde escravos responsáveis, pálidos de privação solar, passam dias longos e solitários em uma tarefa cansativa a fim de provar seus valores. O desafio que enfrentam são muitos, e suas chances de sobrevivência, ainda mais de sucesso, são baixas. Apesar desses trabalhadores ocasionalmente se vincularem a outros de seu tipo, eles realmente estão por conta própria, para sempre superando as figuras de autoridade que regularmente despreza as conquistas deles e distribui punições de acordo. Os riscos são altos: se o habitantes desse universo falham, eles serão largados em um buraco negro de obscuridade, a menos que consigam recuperar sua saída, eles vão definhar para sempre.

Eles podem também ser forçados a devolver de volta o dinheiro que já receberam.

Com “Afterworlds,” Westerfeld — talvez mais conhecido como autor da Série Feios — modelou uma narrativa de duas estórias fantásticas, inteligentemente entrelaçadas: a heroína de uma é Lizzie, uma adolescente de ensino médio que sobrevive a um ataque terrorista em um aeroporto se forçando a um lugar cinzento e esfumaçado conhecido como afterworld (pós-mundo). Lá, ela conhece um deus da morte Hindu, Yamaraj, que, nesse mitologia particular inventada, é um carismático pretendente em uma ondulada blusa de seda. A estrela da outra estória do romance é Darcy Patel, uma precoce jovem de 18 anos, que escreveu — e vendeu! — seu próprio romance jovem adulto, chamado “Afterworlds.” Lizzie é, na linguagem dos escritores de ficção, a “protag” de Darcy. Mas Darcy é a protag de sua própria estória, a qual ela adia a universidade e deixa sua casa na Filadélfia para se mudar a Nova York. Lá, ela revisará seu livro pra publicação e tenta desvendar uma continuação. E ela se apaixonará pela primeira vez, por um colega novelista de Y.A. Imogen. Os dois acontecem no apartamento ventilado (e caro demais) de Darcy em Chinatown, trabalhando em reesscrita de dia, provando a seleção mágica de lojas de macarrões da cidade à noite.

“Afterworlds” é essencialmente dois romances de fantasia em um, embora um aconteça no muito real mundo de publicação de Nova York. Westerfeld é habilidoso em uma “caixa de espelhos” de técnicas de construção. Conforme ele detalha a luta de Darcy para escrever “Afterworlds,” o livo terminado toma forma diante dos nossos olhos na alternância de capítulos. Mas antes da metade, um problema aparece através das rachas dessa estrutura: a estória de outro mundo que Darcy inventou para Lizzie não é nem de perto tão apelativa quanto estória do mundo real de Darcy, e ela equivale a metade do livro. O caso amoroso de Lizzie com Yamaraj satisfaz o suficiente, e a descrição da pele sobrenaturalmente “brilhante” é uma adorável metáfora quanto qualquer uma para o radiante amor juvenil. Mas outros elementos do enredo parecem forçados, como a amizade de Lizzie com uma fantasma de 11 anos de idade chamada Mindy, e seu fervor em punir o homem que assassinou a garota, que é claramente uma pedófilo, embora isso nunca seja dito com todas as letras; ele é ferido como um “homem mau.” Isso surge como um tentativa de coletar nojo enquanto mantém uma segura distância disso, por conta da classificação etária indicativa.

Continue lendo a estória principal. Felizmente, os capítulos de Darcy passam de forma rápida clinicamente. Ela é uma personagem enormemente apelativa: filha de imigrantes indianos, ela aprecia a protetividade deles mas está compreensivelmente emocionada por estar se destacando por conta própria. Com sua ética profissional, inocência e inteligencia, ela é como um encontro entre Mary Richards de “The Mary Tyler Moore Show” e Carrie Bradshaw de “Sex and the City” (só que com menos sexo casual).

Quando detalha a rotina do dia a dia de Darcy e seus ataques de insegurança. Westerfeld oferece um vislumbre realístico — pelo meu dinheiro, pelo menos — para dentro do mundo de escrever como profissão. Darcy sua pelos prazos iminentes. Ela se preocupa que os leitores podem se ofender por ela estar usando um deus Hindu “para fins de gostosura Y.A.” Ela teme que seu primeiro livro irá fracassar — ou que será tão bem sucedido que ela não conseguirá produzir outro. Ela colhe conselhos úteis de seus colegas, palavras de sabedoria que escritores mais velhos, da vida real deveriam considerar. Imogen diz a ela que ela “tem o suco” como uma contadora de estórias: “Sentenças belas são legais, mas o suco é o que me faz virar as páginas.”

“Afterworlds” é um livro maravilho para qualquer pessoa jovem co interesse em crescer para ser um escritor. Seu tom está em algum lugar entre “Escrever é mais difícil do que você pensa” e “Shoot for the stars!” E há uma piada astuciosa embutida em suas estórias cruzadas: As chances de se conseguir um grande adiantamento para escrever um romance e YA são minúsculas. Ainda assim, eles têm um probabilidade muito maior do que a de encontrar um adolescente sexy deus da morte após quase ter sido morta por terroristas.

AFTERWORLDS By Scott Westerfeld, 599 páginas. Simon Pulse. US$19.99. (Jovem adulto; de 14 anos para cima)

Stephanie Zacharek é chefe de crítica de filmes no The Village Voice. Uma versão desta resenha aparece impressa em 9 de Novembro, 2014, na página BR33 de Sunday Book Review com o título: The Write Stuff.

Leia o artigo original.

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